29/05/2012

destinos em desalinho

Enviado em Sem categoria às 16:51 por José Leoncio

Horas mortas no silêncio

Intacto de nossa indiferença

Olhos embasados – faltam apetite

Que se esvai ao acaso

Em dias sem noites, e sem fim

Horas tortas – até onde a dor alcançar

Sobre a laje fria do quarto

Na cama em desalinho

Solidão…

José Leôncio 29maio2012

21/05/2012

as pedras

Enviado em Sem categoria às 16:01 por José Leoncio

 

Porque mexer nessas coisas

Que o tempo levou

Que o vento soprou em contrário

No pó da existência de nós dois

E das cinzas e do pó lançado

Por aí, a esmo, sem rumo

O tempo zeloso, cuida, intumesce

O vento de novo arremessa, conspira, favorece

E no remoinho da vida, as pedras se encontram…

José Leôncio 21maio2012

14/05/2012

carla e carol

Enviado em Sem categoria às 16:43 por José Leoncio

para carla e carol

Quando ela ri, o mundo gira mais leve

A vida passa numa medida de tempo

Que sossega meu coração

E tudo ganha energia e magia

Quando ela ri, já um clarão principia

Desmonta noites e trevas

Um rio imaginário invade um novo dia

E tudo se modifica, não tenho mais medo

Quando ela ri, um risco de luz

Velozmente como um sol

Toma a cidade a estrada, o mundo

E meu coração em oblação…

José Leôncio 14maio2012

 

03/05/2012

do branquear para o enegrecer

Enviado em Sem categoria às 13:30 por José Leoncio

Branquear negros,

Tinha sua importância democrática

De se negar as raízes, a origem africana

E assim ganhamos:

O moreno, o moreno claro, o chocolate ou jambo

O moreninho ou marrom etc. e tal

As cotas chegaram

E rapidamente enegreceu meio mundo

Que fugia da senzala e da mãe África…

 José Leôncio 03maio2012

28/04/2012

outro verso

Enviado em Sem categoria às 13:14 por José Leoncio

outro verso

Outro verso, outro universo

Repenso o destino, a vida

Que se cabe, ou que se deve viver

 

Rebusco o mar, e não sinto a brisa

Nem o volver de suas ondas

Mata-me, a ausência de praia

 

Quantos calendários sobreviveram

Ao tempo, ao vento, ao homem

E suas expedições, ilusões e sonhos vãos

 

Outro espaço, outro movimento

Manhãs e primaveras sempre vingaram

A ignorância e egoísmo humano

José Leôncio 28abril2012

27/04/2012

a musa e o tempo

Enviado em Sem categoria às 10:56 por José Leoncio

A musa e o tempo

Sobre a musa e o tempo, acomodam-se

Muitos suspiros e olhares

Que ela finge não saber

Sobre a musa e o tempo, observa-se

Que  sua presença, provoca  harmoniosa  comunhão

Entre o tempo, o espaço e o movimento…

José Leôncio 27abril2012

24/04/2012

inadiável

Enviado em Sem categoria às 16:00 por José Leoncio

Inadiável

Hoje e não amanhã, forjarei

Em ensilas de durar e guardar

Sentimentos abstratos

De se zelar e não esquecer

Hoje e não amanhã, semearei

Jardins suspensos, longe de ervas daninhas

Para se fundar e firmar sementes solidárias

De se espalhar e não arrefecer

Hoje e não amanhã, vencerei

Medos, segredos e outros mitos

Para desafiar-me a riscos e abismos

De se conquistar e não se perder

Hoje e não amanhã, fecundarei

Sonhos e fantasias esquecidas ou tolhidas

Para se construir e se fundir

De se eternizar e não perecer jamais

  José Leôncio 24abril2012

22/03/2012

poemeto

Enviado em Sem categoria às 11:04 por José Leoncio

Conheço-te?!

E nem sei por quais desencontros

Este poema veio te encontrar

Entretanto, não o invalida…

 

Não tenho referencias ou sequer

Um retrato de te, só teu cheiro

Já este poema é cheio de te

Caminhas comigo ser invisível

José Leôncio

15/03/2012

combatente

Enviado em Sem categoria às 13:30 por José Leoncio

Combatente

O bom combate travou

Superou alguns entraves

Outros nem tanto

Não se deu por vencido

 

O bom combate desafiou

Como quem subestima a luta do amanhã

Todavia, a humildade derreteu a soberba

Ganhou a ajuda dos semelhantes

 

Quanto combate ainda enfrentará?!

Enquanto vida houver, muitos…

Pois todo dia viver é uma vitória

E quem tem fé, não foge ao combate

José Leôncio 15março2012

 

14/03/2012

imperativos, olhos

Enviado em Sem categoria às 12:03 por José Leoncio

Imperativos, olhos

Seus olhos são lindos

Pela tristeza que carrega

Pela melancolia que me toca

 

Seus olhos interiores, profundos e profanos

A cor eu não digo,

São dignos de toda admiração

 

Seus olhos imperativos

São imãs, correntezas – a eu engolir

Como desconhecidos lagos,  abismais…

José Leôncio 14mar2012

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